quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cidinha da Silva estréia na literatura infanto-juvenil e apresenta sua obra em São Paulo!


A escritora mineira, Cidinha da Silva prepara o lançamento de mais um livro: Os nove pentes d’África. Desta vez, a autora direciona sua criação, a quarta, ao público infantil e juvenil. A publicação será apresentada, pela primeira vez no país, em noite de autógrafos na tradicional Feira do Livro de Porto Alegre, em sua 55ª edição.

Com um texto pautado pela emoção, em que a prosa a cada linha é pura poesia, a mais recente obra literária de Cidinha da Silva terá, com certeza, leitura disputada pelos adultos. A história construída em 56 páginas, com ilustração da atriz e artista plástica Iléa Ferraz, é lançamento da Mazza Edições, editora de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Na micro apresentação de seu novo livro, Cidinha da Silva expressa que “Os nove pentes d'África" tecem um bordado de poesia e surpresa na tela de uma família negra brasileira. Os pentes herdados pelos nove netos de Francisco Ayrá, personagem condutor, são a pedra de toque para abordar a pulsão de vida presente nas experiências das personagens e rituais cotidianos da narrativa.

O livro de Cidinha da Silva cativa pela descrição minuciosa do universo das relações familiares, pela reverência à sabedoria dos mais velhos e à ancestralidade africana. A motivação criadora, segundo Cidinha da Silva, veio de casa, dos pequenos da família “e em especial, de uma sobrinha que, aos seis anos, em processo de alfabetização, soletrava as letras do Tridente - referência ao seu segundo livro Cada Tridente em seu lugar” -. Aquilo me comovia e angustiava. Expliquei que se tratava de um livro para adultos, por isso as letras eram pequenas e daí sua dificuldade para ler. Ela então me perguntou: “- Tia quando você vai escrever livros para crianças?”.

Era a senha que faltava para a escritora mergulhar nesse novo processo criativo. Ela está fascinada pela experiência. “Creio que farei este caminho por algum tempo. Estou determinada a ser lida pelos pequenos da minha casa, enquanto são pequenos, e fico felicíssima quando minhas sobrinhas e irmãos levam meus livros para a biblioteca da escola em que estudam, ou quando encontram meus livros por lá e vêm me contar. É delicioso sentir que eles têm orgulho de mim e agora poderão ler minha literatura sem esforço, apenas por prazer”.

Outras publicações da autora – “Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras”, de 2003, um livro de ensaios organizado por Cidinha da Silva com a parceria de sete outros autores e autoras. “Cada tridente em seu lugar”, já em segunda edição (2006/2007), é o primeiro livro de ficção. Em 2008, Cidinha da Silva publicou “Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor”, um conjunto de 26 textos, entre crônicas e mini-contos, que gira em torno das afetividades, da sexualidade, do amor e do corpo.

Serviço
O que é: Lançamento do livro de Cidinha da Silva: Os nove pentes d´África
Quando: 21/11/09

Horário: 20:00
Onde: ODUN Formação e Produção - Rua Jardim Francisco Marcos, N.180, Bela Vista
Informações: (11) 31057247

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Rosalva - Por Vera do Val





Rosalva surgiu na vila, lá na nascente do rio, ainda não tinha sete anos. Veio no tempo das águas, com jeito de caça acuada, apareceu do nada na porta do casebre de Inana em uma tarde em que a velha escaldava em febre. A aparição foi obra da mão de Deus, como Inana diria, mais tarde, contando a história.

A primeira coisa que impressionou a velha foi o perfume. A menina exalava um cheiro de flor, um perfume delicado que ia desenrolando no ar, tomando conta de tudo, entrando pelas frestas da maloca; parecia que um anjo estava passando por perto. Tinha olhos enormes e escuros, corpo mirrado e cabelos escorridos, meio esverdeados. Logo serviu de pau mandado, pegando as ervas curadoras guardadas no baú, preparando o chá e cuidando da velha. Depois se descobriu que melhor do que as ervas era aquele cheiro. Quando ela chegava perto a coisa era milagrosa. Envolvia de mansinho as pessoas e toda a dor ia se desvanecendo, a doença saindo em disparada e a calma brilhava no olho antes cheio de agonia.

De onde ela veio nunca se soube e a menina também não lembrava, mas isso não era questão que preocupasse aquela gente. A vida na vila era de surpresa e pouca pergunta, o povo se acostumara com o ir e vir dos viventes, o rio trazia e levava, alimentava e matava quando queria. Velho Nabor, mascate de passagem, disse que ela cheirava rosas, e lhe deu o nome da flor, que ninguém ali nunca tinha visto.



Rosalva foi crescendo nas artes, foi aprendendo com a velha o uso das ervas e as lides do dia, mas sempre meio casmurra, não dada à brincadeiras. O corpo espichando, tomando carnes e formas, dando para a curuminha, macambúzia e de riso difícil, um contorno mais suave e doce que destoava da cara amarrada e do olhar de bicho escondido. O cheiro e sua cura traziam gente de longe para aquelas terras esquecidas de Deus, onde a dor e o conformar era o pão cotidiano. Ela atendia a todos com uma paciência infinita; não havia aflito que não deixasse ali sua mazela e saísse a bendizer e a louvá-la.

Todo começo de noite a menina ia para o rio se afrescar nas margens. Quando o lusco-fusco embaralhava as coisas ela se aproveitava dessa hora silenciosa que a escondia do mundo. Levantava a saia e entrava no rio, devagarinho e de olhos fechados, se deleitando quando a água morna lhe lambia as partes, carícia doce dos dedos d`água, e ali se perdia, no vai e vem do Negro. Era quando seus cabelos se tornavam mais verdes e o perfume mais forte. Ela arengava baixinho um pequeno gemido e o rio, sinuoso, ia lhe respondendo. Nisso ficavam os dois embebidos um bom tempo até as estrelas espiarem e o céu se confundir com as águas

Quando estava lá pelos seus vinte anos, ainda não conhecia homem. O rio era o amante fiel, e estava sempre ali esperando. Respondia-lhe o desejo e não lhe cobrava presente.

Por esse tempo apareceu na vila um latagão que tinha por nome Gerôncio, vinha de Bem Querer, um sítio metido lá pelo confim do mato, perdido no verde e na história das gentes. Rosalva sentiu os olhos dele como nunca antes havia sentido olhar de vivente algum e Gerôncio estremeceu com a donzela. Mexeu nos seus brios aquela moça de olhos baixos e perfume de mistério que todos diziam meio lesa, amasiada com o rio, que curava as pessoas e entendia de ervas como ninguém.

Nessa época Inana morreu, picada de caranguejeira, cujo veneno nem as ervas nem as rezas e nem os esforços de Rosalva e seu perfume milagreiro deram conta de vencer. A moça ficou desguaritada e Gerôncio foi rodeando. Conversa vai, conversa vem, acabou por levá-la desprevenida para a rede e da donzelice só restou a saudade. Depois da noite de amor ele quedou seduzido pela macieza dela, pelo murmúrio tal qual o marulhar das águas e resolveu levá-la consigo de volta para o Bem Querer. Juntaram depressa os trens que eram poucos e parcos e lá se foram os dois para o meio do mato. Ela à procura do paraíso, que tinha gostado de homem, ele na volta ao seu lugar; agora carregando mulher.

Hora de botar juízo e tocar a vida.

Todos contaram depois, que quando da partida de Rosalva o Negro turvou, torvelinhou e rugiu o dia todo, a peixarada sumiu assustada e até pescador muito macho se recolheu precavido.

Casinha pintada de branco, umas criações no terreiro, a vida correndo bonita, mas Rosalva, com o passar do tempo, começou a mostrar uma tristeza danada, um fastio de dar pena. Sentia falta do rio, do ciciar dele no corpo, dedos que Gerôncio não tinha tão leves e afoitos. Começou a estiolar devagarinho, o cheiro sumira, os cabelos perderam o verde, ela bem que se esforçava, mas vivia pelos cantos, com olho de peixe morto. Filho, Deus não mandava e por mais que pelejassem era debalde. Parecia que ela tinha as entranhas secas. À bem da verdade o marido até plantava as sementes, diária e vigorosamente, mas a coisa não germinava.

Lá se passaram uns cinco anos, ela dada a mais murchar a cada dia; ele dado a mais viajar pelas vilas, procurando o campo fértil que a vida tinha lhe negado. Uma bela manhã ele voltou mais soturno e quando ela se apercebeu já estava arrumando o alforje, botando dentro todos seus trastes e dizendo que o tempo dos dois tinha acabado; ele se ia pra outras matas e ela, se quisesse ficasse, se não, que voltasse para vila, para o rio e para suas rezas. Ele estava cansado, era homem de verdade, não queria disputar com Boto, ela que se arrumasse.

Rosalva sentiu que a hora era chegada. Sem um pio, tomou o rumo da vila e chegou lá como quando era menina, só com a roupa do corpo, mas com a saudade no peito.

Ressabiada, foi logo para a margem e foi ela se aproximar, sem aviso, o cheiro voltou fragrante, o Negro rodopiou forte atraindo as pessoas que vieram todas se postar na beira para ver aquilo. Ela se alumiou como um sol, o rio coruscava, águas cantando boas vindas, ela murmurando baixinho, uma algaravia estranha, conversa de Iara e de peixe. Todos viram, estatelados, os cabelos dela cintilarem verdes, enquanto ia entrando rio adentro, um fogo nos olhos, um gemido no peito, se deixando levar pelo negrume sedoso das águas, o rio rindo com ela, a malinando toda, até que, de olhos fechados e um sorriso na boca, ela desapareceu no escuro das funduras e da noite que vinha chegando.

***Conto do livro “Histórias do Rio Negro”, premiado em primeiro lugar na primeira fase do Prêmio Jabuti 2008.


Vera do Val é paulista, morando na Amazônia. Publicou - "Rede de intrigas", 2006, (Editora Escala); "O imaginário da floresta" e Historias do rio Negro", 2007 (Editora Martins Fontes); "Do nada ao infinito" (em parceira com Marcelo D`Ávila) e "O filho do marimbondo", 2007 (Dulcinéia Catadora). Para 2008 no prelo "Criação do mundo e outras histórias" e "Histórias de bichos brasileiros" ( Editora Martins Fontes).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NO MACKENZIE:



O 20 DE NOVEMBRO DEVE SER REMEMORADO COM LUTA!



O mês de novembro tem sido símbolo de discussões das questões raciais e sociais em razão do dia da Consciência Negra. Muitos desses debates foram essenciais para desmascarar o mito da “democracia racial”, camuflando o preconceito por anos. Assim, procurando desvelar essa temática, alunos do Mackenzie propõem vivências e debates articulando vários prismas dos olhares lançados sobre o tema.







PROGRAMAÇÃO






09/11 – 18h - DAMAC (Rua da Consolação, 758)

“A INSERÇÃO ATUAL DO NEGRO NUMA SOCIEDADE DE CLASSES”



FILME - DOCUMENTÁRIO: Panteras Negras

PALESTRANTES:

Júnior – Consulta Popular

Wilson H. Silva – Doutor em História – USP e membro da Secretaria de Negros e Negras (CONLUTAS e PSTU)

Tito – Força Ativa, integrante do grupo de rap Fantasmas Vermelhos e aluno de Direito da UNIPALMARES

Renato Aparecido Gomes – Advogado (Instituto Luiz Gama)



10/11 – 18h - DAMAC

“A ACADEMIA EM DEBATE”



PALESTRANTES:

Salomão Jovino – Doutor em História – PUC (História do Brasil – Império)

Sylvia Nunes – Doutoranda em Psicologia Escolar e do Des. Humano - USP

Lia Schucman – Doutoranda em Psicologia Social - USP

Elisabete Figueroa – Psicóloga, mestranda em Psicologia - UFSCar e membro do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros – NEAB

Viviane Lima – Doutora em História – PUC (História da África e afrobrasileira)



11/11 – 18h - Centro Acadêmico João Mendes Jr. (Prédio 07)

"O QUE A MULHER NEGRA TEM A DIZER? - UM DEBATE NECESSÁRIO"



PALESTRANTES:

Elizandra Souza (Mjiba) – Aluna de Jornalismo (Mackenzie), membro da Edições Toró e Cadernos Negros, Cooperifa e Agenda Cultural da Periferia (ONG Ação Educativa)

Karina Annanias Teixeira – Aluna de Pedagogia - Mackenzie

Rosângela Calzazara – Diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de SJC e membro GT de Mulheres (CONLUTAS e PSTU)



12/11 – 18h - DAMAC

“A RESISTÊNCIA DENTRO E FORA DA UNIVERSIDADE"



Mesa - "História da luta afro dentro e fora do Mackenzie”

PALESTRANTES:

Gildean Silva "Panikinho" – Pedagogo (Mackenzie), Coord. Reg. Projeto Arte na Casa (ONG Ação Educativa), membro da Soweto Org. Negra e projeto "Hip Hop de Câmara"

Douglas Belchior – União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora - UNEAFRO



Intervenções Artísticas: "Prosa Negra"

- Literatura no Brasil e outros





SERÁ EMITIDO CERTIFICADO

DE PARTICIPAÇÃO



Realização: COLETIVO QUINCAS BORBA! (gestão 2009/2010 do DAMAC) e estudantes do curso de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Nosso Brasil tão democrático.....................

Data: 27/10/2009
Veículo: TERRA
Editoria: EDUCAÇÃO
Assunto principal: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO

Depois de amargar uma suspensão de 45 dias, a professora da rede pública municipal de Macaé, 180 km ao norte do Rio de Janeiro, Maria Cristina Marques acusou os diretores da escola onde trabalha, a Pedro Adami, de perseguição por motivos supostamente religiosos. Ela foi afastada por usar em sala de aula o livro Exu - contos do folclore brasileiro em suas aulas de Língua Portuguesa, ato considerado pela diretoria como doutrinador.

O livro, de Adilson Martins (editora Pallas), tem parecer do *MEC* e estava disponível na biblioteca da própria escola. Teria sido recomendado à professora por um aluno. Cursando pós-graduação em cultura afro na Faculdade de Macaé, Maria Cristina logo se interessou pela publicação, levando-a às suas aulas de literatura. Apesar da boa aceitação dos alunos, a utilização levou a diretora, Mary Lice da Silva, e o sub-diretor, Sebastião Carlos Menezes, a punirem a professora.

"Fico muito triste por não poder mostrar a cultura afro. Não considero esse livro religioso, pois ele apenas narra contos", justificou neste domingo a professora, que voltou a trabalhar graças a uma determinação da Procuradoria da prefeitura de Macaé.

A Secretaria de Educação do município abriu sindicância contra a diretoria da escola. A Procuradoria, no entanto, está investigando a conduta da professora, o que revoltou membros da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

A favor de Maria Cristina estão dois abaixo-assinados (um de professores e outro de alunos do turno da noite), várias fotos e ainda o testemunho de dois funcionários.

"Em um primeiro momento, estamos trabalhando para apurar o fato e encaminhar ao Ministério Público um pedido de retratação com base na lei que diz respeito à discriminação religiosa. Posteriormente, entraremos com uma ação de injúria contra a diretora e o subdiretor, que podem ser condenados de um a dois anos de pisão", explica o advogado da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Carlos Nicodemos.

Procurada pelo JB, a diretoria da Escola Municipal Pedro Adami não foi encontrada nos telefones da escola.

domingo, 18 de outubro de 2009

Sonhar: uma conquista amorosa




Nos últimos dias andei observando que alguns amigos estavam realizando sonhos que desejavam há um tempo, cobiçavam ao longe, mas sem perder de vista, ora com uma cantada tímida, ora com uma mais ousada, cortejando com flores, gracejos e sorrisos, provocando situações que só um beijo poderia responder ou calar. É maravilhosa essa sensação da conquista, esse ficar sem fôlego, essa gargalhada espontânea dentro de um ônibus cheio, ao receber uma notícia pelo telefone da tal aprovação.
Um dos meus amigos conseguiu o emprego que estava desejando, outro alcançou a liberdade neste feriado prolongado, quatro dias de “saidinha” como costumam dizer e o outro arriscou tudo para entrar numa equipe de jogadores.
Fiquei muito feliz com a conquista que eles alcançaram, mas passado alguns dias, dois dos três, me mostraram que não sabiam o que fazer com a realização. O primeiro se atrasa e não abre mão de nada para se manter no trabalho que ele tanto almejou. O segundo, resolveu não voltar da “saidinha” e está foragido dentro de casa, sendo que faltavam oito meses para a liberdade definitiva.
A minha esperança ainda está no terceiro, que me parece, que continuará realizando o seu sonho. Pois, ele sabe que venceu apenas uma etapa, e que nos jogos da vida ora se ganha, ora se perde e que continua treinando é ser um pouco melhor, ou dar o melhor de si, fazer o que é possível e necessário em determinado momento.
Este mesmo amigo, me perguntou quais seriam os meus sonhos e planos para os próximos cinco anos, estou sem responder até agora. Sinceramente, não sei. Lembrei de uma frase do livro Alice no País das Maravilhas, que a minha professora vem repetindo desde o começo do semestre: “Se não sabe aonde ir, qualquer caminho serve”. E eu não quero ir para qualquer lugar, não pretendo colocar meus sonhos, que nem sei quais são ainda, nos porões dos sonhos não realizados, envelhecidos e enferrujados com o passar dos anos.
Tem uma outra frase muito sábia do livro o Pequeno Príncipe que diz: “Você se torna responsável por tudo aquilo que cativas” e um outra que li esta semana no livro As Boas Mulheres da China, da jornalista Xinran, um provérbio chinês que adverte “ Se não pode fazer alguém feliz, não lhe dê esperanças”.
Sonhos pra mim, são pessoas amadas que vamos conquistando ao longo do tempo, mas que devemos respeitá-los, dignificá-los. Não é porque tenho o carinho das pessoas que vou fazer qualquer coisa que elas irão perdoa. Afinal, elas foram cativadas e merece todo o nosso carinho e a nossa atenção.

Segue algumas fotos de um outro sonhador...CASSIM@NO...para dizer um pouco mais do que é uma conquista de um sonho....





Conheça mais sobre o trabalho do Cassim@no: http://www.flickr.com/photos/cassimano

Mostra Cooperifa - Promessas de Noites Inesquecivéis..



O Sergio postou em seu blog, qual foi sua noite inesquecivel na Cooperifa? Postei este texto nos comentários:

Como escolher a melhor noite de quarta-feira, se todas as quartas são a mistura de magia e realidade. Mesmo num sarau que não tenha nenhum convidado ilustre,nenhuma atividade especifica, vem uma Dona Maria da Esquina e me diz que a vida vale a pena em versos e prosas..Como escolher a melhor se cada poema me constroe e desconstroe? Como dizer que a lua está menos bela, se todas as noites lunares são verdadeiros espetáculos a céu aberto...
O livro eu tenho, mas queria dizer que todas as minhas quartas-feiras que me presenteio indo ao sarau, eu sou a pessoa mais feliz do mundo..no melhor lugar...Tenho orgulho de pertencer a familia Cooperifa...onde eu for sou cooperiférica...por onde passar..ainda que eu ande no vale da morte..to zuando..parafraseando a Biblia...rs...
Ah! A última vez que vi o Preto Jota declamando um poema no sarau tive que guardar na fotografia da memória (parafraseando o Vaz).
Beijocas
Elizandra Souza...poeta Cooperifa

Fonte:
http://colecionadordepedras1.blogspot.com/2009/09/concurso-sarau-da-cooperifa.html

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Caminhos Africanos & Giros Afro-brasileiros




Os cursos desse naipe, também com muita qualidade, sempre vogam nas mesmas Vilas Madalenas, Perdizes e Moemas (tudo bem, tomara que venham mais e mais...). Mas sempre custando alta moeda, centenas de cifras do real, impossível pra gente do longe.

Pralém dessa ciranda carimbada, então fazemos nós por aqui mesmo, com uma presença afinada, com pesquisadores-educadores-artistas que vivenciam e se aprofundam nas belezas e tocaias desse jardim preto.

Buscando uma pedagogia que desenvolva sim a teoria, tão necessária pra gente não pisar e repisar buraquinho achando que tá voando, mas também pensando com o resto do corpo todo, com seus ritmos, tatos e vertigens, equilíbrios e afetos, acarinhando detalhes e estéticas, nada estáticas.

Em um tempo tão espetaculoso, cheio dos holofotes queimando cada fruto que insiste em nascer, a intenção por aqui é o cultivo, honrando o estudo suado da Capoeira Angola e da Poesia que se faz a cada noite, a cada semana, há muitos anos.

É isso, povo. Agradecendo muito a atenção, com amor no princípio e aprumados na peleja.

Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros e Edições Toró
Cinco encontros aos sábados – 24 e 31/10, 07,14 e 21/11 - Sempre das 14 às 17hs.

24/10 – “Ancestralidade do barro: Cangomas do Afrodescendente”, com Marcos Ferreira Santos (Músico e Arte-educador. Professor da Faculdade de Educação da USP)
31/10 – “A Lógica do Corpo: Plásticas e Práticas”, com Sarah Rute (Artista plástica . Educadora da rede municipal de ensino e do Museu AfroBrasil)
07/11 – “Fios de Áfricas: Tecidos e Identidades”, com Luciane Silva (Pesquisadora e Educadora da Casa das Áfricas. Dançarina. Professora-Assistente da FACAMP)
14/11 – “Candomblé, Movimento e Geografia”, com Billy Malachias (Geógrafo. Pesquisador e Educador do CEERT)
21/11 – “Tranças do Verbo: Entre a Saliva e a Página”, com Allan da Rosa (Arte-Educador, Historiador e Poeta. Integrante do Grupo Irmãos Guerreiros e da Edições Toró) & Confecção de Xequerê, com Luiz Poeira (Artesão, Músico e Luthier. Integrante do Grupo Irmãos Guerreiros e coordenador do Instituto Tambor)


Projeção de vídeos, mapas, aulas teóricas, oficinas manuais, andadas pela comunidade e a presença da bateria do Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros tocando e cantando corridos que dialogam com o tema de cada encontro.

GRATUITO para 30 participantes (15 do Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros e 15 das comunidades adentro e afora) – com distribuição das apostilas e dos xequerês ao final



Direção Geral: Mestre Marrom
Organização Pedagógica: Allan da Rosa
Concepção e Diagramação de cartaz e Apostilas: Mateus Subverso
Realização: Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros & Edições Toró

Apoio: nós por nós
Agradecimentos plenos: aos educadores que vieram na graça e na luta e à comunidade que chega ou oferece atenção.

Na Senzalinha (Sede do Grupo Irmãos Guerreiros): Rua Arlindo Genaro de Freitas, 692 – Jd.Saporito – Taboão da Serra/SP
Cinco encontros aos sábados – 24 e 31/10, 07,14 e 21/11 - Sempre das 14 às 17hs.
FICHA DE INSCRIÇÃO enviar para edicoestoro@yahoo.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. , até dia 13/10/2009.
As respostas confirmantes serão encaminhadas no dia 20/10/2009.

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Fonte: www.edicoestoro.net